A Ordem Terceira do Carmo está atualmente carecida de governo, entenda-se o período desde o último edital até a presente data como INTERREGNO.

Rito da Solene Missa em honra à Nossa Senhora do Carmo


SOLENE
Missa em honra à Nossa Senhora do Monte do Carmo




NOSSA SENHORA DO CARMO
Patrona


SOLENIDADE
Paramentos brancos

  No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada "fonte de Elias", e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de "carmelitas". A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de "Nossa Senhora do Carmo" ou " Nossa Senhora do Carmelo". Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao "símbolo do escapulário". A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do "Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço". Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais. 

CERIMONIAL

RITO DA MISSA
CELEBRADA COM O POVO

1. Canto Inicial

Reunido o povo, estando o presidente devidamente paramentado e os irmãos terceiros, revestidos com o hábito carmelitano, iniciam o cortejo ao presbitério, enquanto o coro canta o Canto de Entrada.

O SANCTISSIMA, O PIISSIMA, DULCIS VIRGO MARIA!
MATER AMATA, INTEMERATA, ORA, ORA PRO NOBIS.

TU SOLATIUM ET REFUGIUM, VIRGO MATER MARIA!
QUIDQUID OPTAMUS, PER TE SPERAMUS, ORA, ORA PRO NOBIS.

TOTA PULCHRA ES, O MARIA, ET MACULA NON EST IN TE!
MATER AMATA, INTEMERATA, ORA, ORA PRO NOBIS.

ECCE DEBILES, PERQUAM FLEBILES; SALVA NOS, O MARIA!
TOLLE LANGUORES, SANA DOLORES, ORA, ORA PRO NOBIS.

SICUT LILIUM INTER SPINAS, SIC MARIA INTER FILIAS!
MATER AMATA, INTEMERATA, ORA, ORA PRO NOBIS.

VIRGO, RESPICE, MATER, ASPICE; AUDI NOS, O MARIA!
TU MEDICINAM PORTAS DIVINAM, ORA, ORA PRO NOBIS.

IN MISERIA, IN ANGUSTIA, ORA, VIRGO, PRO NOBIS!
MATER AMATA, INTEMERATA, ORA, ORA PRO NOBIS.

JUBILATE, CHERUBIM, EXSULTATE, SERAPHIM!
CONSONANTE PERPETIM, SALVE, SALVE REGINA!

2. Antífona de Entrada

A glória do Líbano lhe será dada, a formosura do Carmelo e do Sarón. Ali aparecerá a grandeza do Senhor, todo o esplendor do nosso Deus.

3. Saudação

O presidente faz a devida reverência ao altar, beija-o, incensa-o se oportuno, e aguarda o fim do canto.

Terminado o Canto de Entrada, todos, de pé, se benzem juntamente com o sacerdote dizendo.

℣. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
℞. Amém.
℣. A paz esteja convosco.
℞. E com teu espírito.

4. Ato Penitencial (Fórmula 1)

O sacerdote exorta os fiéis ao recolhimento, e convida-os ao arrependimento dizendo.

Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Faz-se uma pausa de silêncio. Depois, o sacerdote e o povo prosseguem.

Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (e, batendo no peito, prosseguem) por minha culpa, minha tão grande culpa. (Em seguida, continuam) E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor. 

Depois, o sacerdote invoca o perdão de Deus.

℣. Deus Onipotente tenha piedade de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

℞. Amém.

5. Invocações Penitenciais

Segue-se as invocações do Kyrie, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.

KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.

CHRISTE, ELEISON.
CHRISTE, ELEISON.
CHRISTE, ELEISON.

KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.

6. Canto do Glória

Como prescrito, canta-se o Hino de Louvor. O presidente entoa o seguinte.

GLORIA IN EXCELSIS DEO.

O coro e assembleia se unem alternadamente no canto do Hino de Louvor.

ET IN TERRA PAX HOMINIBUS BONÆ VOLUNTATIS. 
LAUDAMUS TE. BENEDICIMUS TE. ADORAMUS TE. GLORIFICAMUS TE. 
GRATIAS AGIMUS TIBI PROPTER MAGNAM GLORIAM TUAM. 
DOMINE DEUS, REX CŒLESTIS, DEUS PATER OMNIPOTENS. 
DOMINE FILI UNIGENITE, IESU CHRISTE. 
DOMINE DEUS, AGNUS DEI, FILIUS PATRIS. 
QUI TOLLIS PECCATA MUNDI, MISERERE NOBIS. 
QUI TOLLIS PECCATA MUNDI, SUSCIPE DEPRECATIONEM NOSTRAM. 
QUI SEDES AD DEXTERAM PATRIS, MISERERE NOBIS. 
QUONIAM TU SOLUS SANCTUS. TU SOLUS DOMINUS. 
TU SOLUS ALTISSIMUS, IESU CHRISTE. 
CUM SANCTO SPIRITU + IN GLORIA DEI PATRIS. 
AMEN.

7. Oração da Coleta

O sacerdote convida o povo à oração:

Oremos.

Todos se recolhem durante alguns momentos em oração silenciosa. Depois, o sacerdote recita a Oração Colecta do dia. Consultar folha de antífonas e orações diárias.

℣. Senhor, nosso Deus, honrastes a Ordem do Carmo com o título glorioso da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho. Concedei a todos nós que celebramos hoje esta solene comemoração que sob a sua proteção, possamos chegar à verdadeira montanha, que é Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

℞. Amém.

8. Primeira Leitura 

Um leitor sobe ao ambão para proclamar a Primeira Leitura. O povo senta-se para escutar a leitura. 

Leitura do primeiro livro dos Reis

Elias subiu ao topo do monte Carmelo, curvou o corpo para a terra e pôs a cabeça entre os joelhos. Depois, disse ao seu criado: "Vá até lá em cima e olhe em direção ao mar". Ele foi, mas voltou dizendo: "Não vi nada". Por sete vezes Elias mandou que voltasse. Finalmente, na sétima vez, o criado exclamou: "Vejo que sobe o mar uma pequena nuvem, tão pequena como a palma da mãe de um homem". Então Elias gritou: "Vá depressa dizer a Acab: "Mande atrelar os cavalos e desça da montanha, do contrário ficará preso pela chuva"". Dali a pouco o céu escureceu devido às nuvens e ao vento, e caiu uma forte chuva.

O leitor conclui dizendo.

Palavra do Senhor.

O que o povo aclama dizendo.

Graças a Deus.

9. Salmo Responsorial

Terminada a leitura, um cantor ou um leitor canta o Salmo; a assembléia participa com o refrão.

GUIA-NOS, MARIA E SUBIREMOS A SANTA MONTANHA!

SENHOR, QUEM PODERÁ SER HÓSPEDE NA VOSSA CASA?
QUEM PODERÁ COMPARECER À VOSSA PRESENÇA NO VOSSO MONTE?

GUIA-NOS, MARIA E SUBIREMOS A SANTA MONTANHA!

SUBIRÁ AO VOSSO MONTE SANTO AQUELE QUE REALIZA A JUSTIÇA,
CAMINHA NA INTEGRIDADE, FALA A VERDADE E NÃO CALUNIA.

GUIA-NOS, MARIA E SUBIREMOS A SANTA MONTANHA!

AQUELE QUE NÃO PREJUDICA AO PRÓXIMO, NEM INSULTA O VIZINHO,
QUE DESPREZA OS QUE DEUS DESPREZA, E HONRA OS QUE O TEMEM.

GUIA-NOS, MARIA E SUBIREMOS A SANTA MONTANHA!

10. Segunda Leitura

Um leitor sobe ao ambão para proclamar a Segunda Leitura. O povo senta-se para escutar a leitura. 

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.

Meus irmãos, quando chegou o tempo devido, Deus enviou o seu Filho que nasceu de uma mulher e esteve sujeito à lei judaica, a fim de libertar os que estavam submetidos à lei, para nos tornar filhos de Deus. Para provar que vocês são filhos, Deus enviou o espírito do seu Filho aos nossos corações, e esse Espírito clama: "Meu Pai". Assim, tu já não és escravo mas filho. E, sendo filho também és herdeiro pela vontade de Deus.

O leitor conclui dizendo.

Palavra do Senhor.

O que o povo aclama dizendo.

Graças a Deus.

11. Sequência

Todos se mantem assentados enquanto o coro canta a Sequência.

FLOS CARMELI, VITIS FLORIGERA!
SPLENDOR CŒLI, VIRGO PUERPERA SINGULARIS.
MATER MITIS, SED VIRI NESCIA,
CARMELITIS DA PRIVILEGIA, STELLA MARIS.

12. Aclamação ao Evangelho

A proclamação do Evangelho constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra. Por isso, os fiéis põem-se de pé para aclamar Cristo que está para falar. Esta aclamação consiste no Aleluia ou outro cântico previsto pelas rubricas e adequado ao tempo litúrgico, seguido de um texto brevíssimo e depois de novo do Aleluia ou do outro cântico utilizado. 

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA. ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
BEATI, QUI AUDIUNT VERBUM DEI ET CUSTODIUNT!
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA. ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

13. Evangelho

De seguida o que preside ou ministro preparado para ler o Evangelho, dirige-se para o ambão e diz:

O Senhor esteja convosco.

O povo responde a esta com a fórmula costumeira.

E com teu espírito.

Quem lê traça uma cruz sobre o livro, depois sobre si, dizendo:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Também os fiéis fazem o sinal da Cruz na fronte, na boca e no peito, aclamando:

Glória a vós, Senhor.

Incensa o livro, se oportuno. Depois prossegue com a proclamação do Evangelho:

Naquele tempo, perto da cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. E Jesus, vendo sua mãe e, perto dela o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho!” Em seguida, disse Jesus ao seu discípulo: “Eis aí a tua mãe!” E daquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

Depois de proclamado o Evangelho:

Palavra da Salvação.

O povo responde a esta com a mesma fórmula da proclamação.

Louvor a vós, ó Cristo.

De seguida o sacerdote beija o livro e diz em voz baixa:

Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

14. Sermão

O povo senta-se para ouvir a Homilia, que é obrigatória em todos os Domingos e festas de preceito. Depois da Homilia é oportuno dedicar algum tempo à reflexão pessoal em silêncio.

15. Canto do Credo

Como prescrito, canta-se o Credo. O presidente entoa o seguinte.

CREDO IN UNUM DEUM.

O coro e assembleia se unem alternadamente no canto do Credo.

PATREM OMNIPOTENTEM, FACTOREM CÆLI ET TERRÆ,
VISIBILIUM OMNIUM ET INVISIBILIUM. 
ET IN UNUM DOMINUM IESUM CHRISTUM, 
FILIUM DEI UNIGENITUM, ET EX PATRE NATUM ANTE OMNIA SÆCULA. 
DEUM DE DEO, LUMEN DE LUMINE, DEUM VERUM DE DEO VERO, 
GENITUM, NON FACTUM, CONSUBSTANTIALEM PATRI: 
PER QUEM OMNIA FACTA SUNT. 
QUI PROPTER NOS HOMINES ET PROPTER NOSTRAM SALUTEM 
DESCENDIT DE CÆLIS.
ET INCARNATUS EST DE SPIRITU SANCTO EX MARIA VIRGINE, 
ET HOMO FACTUS EST. 
CRUCIFIXUS ETIAM PRO NOBIS SUB PONTIO PILATO; 
PASSUS ET SEPULTUS EST, 
ET RESURREXIT TERTIA DIE, SECUNDUM SCRIPTURAS, 
ET ASCENDIT IN CÆLUM, SEDET AD DEXTERAM PATRIS. 
ET ITERUM VENTURUS EST CUM GLORIA, IUDICARE VIVOS ET MORTUOS, 
CUIUS REGNI NON ERIT FINIS. 
ET IN SPIRITUM SANCTUM, DOMINUM ET VIVIFICANTEM: 
QUI EX PATRE FILIOQUE PROCEDIT. 
QUI CUM PATRE ET FILIO SIMUL ADORATUR ET CONGLORIFICATUR: 
QUI LOCUTUS EST PER PROPHETAS. 
ET UNAM, SANCTAM, CATHOLICAM ET APOSTOLICAM ECCLESIAM. 
CONFITEOR UNUM BAPTISMA IN REMISSIONEM PECCATORUM. 
ET EXSPECTO RESURRECTIONEM MORTUORUM, ET VITAM + VENTURI SÆCULI.
AMEN.

16. Canto do Ofertório

O povo senta-se e nesta altura tem início o Cântico do Ofertório, se for oportuno. O ajudante coloca os vasos sagrados e as espécies sacramentais sobre o altar. Os fiéis manifestam a sua oblação, porventura oferecendo o Pão e o Vinho para a celebração eucarística ou outras oferendas para culto e necessidades da Comunidade local.

AVE VERUM CORPUS NATUM DE MARIA VIRGINE,
VERE PASSUM, IMMOLATUM IN CRUCE PRO HOMINE,
CUIUS LATUS PERFORATUM UNDA FLUXIT ET SANGUINE.
ESTO NOBIS PRÆGUSTATUM MORTIS IN EXAMINE.
O IESU DULCIS, O IESU PIE, O IESU FILI MARIÆ.

17. Preparação dos Dons

O sacerdote, junto ao altar, toma a patena com o pão e sustentando-a um pouco elevada sobre o altar, diz em voz baixa:

℣. Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.

℞. Bendito seja Deus para sempre.

O sacerdote verte o vinho e um pouco de água no cálice, dizendo em voz baixa:

Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Depois, o sacerdote toma o cálice e, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar diz em voz baixa:

℣. Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.

℞. Bendito seja Deus para sempre.

Depois, o sacerdote, profundamente inclinado diante do altar, diz em silêncio:

De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

O sacerdote, incensa o altar se oportuno, depois, em pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:

Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

Levantado-se o povo, o sacerdote diz:

℣. ORAI, IRMÃOS E IRMÃS, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

℞. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

18. Secreta

℣. Acolhei, Senhor, a oferta que vos apresentamos ao celebrar a proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria, para que imitando o amor com que ele vos serviu, possamos nos unir intimamente à obra da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo.

℞. Amém.

19. Prefácio Eucarístico

O Prefácio constitui a primeira parte da Oração Eucarística e inicia-se com um diálogo solene: o sacerdote convida o povo a levantar o coração para o Senhor em louvor e ação de graças, e associa-o a si na oração que ele, em nome de toda a comunidade, dirige ao Pai por meio de Jesus Cristo.

℣. O Senhor esteja convosco.
℞. E com teu espírito.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue.

℣. Corações ao alto.
℞. Temo-los para o Senhor.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:

℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.

O que preside, com as mãos afastadas, continua o prefácio.

Na verdade é digno e justo, necessário e salutar que sempre e em toda a parte vos demos graças, Senhor, Pai santo, Deus onipotente e eterno, e na solenidade da Virgem Maria, Mãe do Carmelo, celebrar vossos louvores. Humilde serva, acolheu a vossa Palavra e guardou-a no coração; admiravelmente unida ao mistério da redenção, perseverou com os apóstolos na oração aguardando o Espírito Santo; Mãe espiritual de todos os homens, vela com amor maternal por seus numerosos filhos, irmãos de Jesus, seu Filho. Ela nos precede, como sinal de esperança segura de de consolação, na peregrinação até o monte da vossa glória. Como em uma perfeita imagem, com alegria nela vemos realizado o que desejamos e esperamos ser na igreja. Por este dom da vossa bondade, unidos aos anjos e santos, entoamos cantando a uma só voz.

20. Canto do Santo

No fim do Prefácio, juntamente com o povo, o sacerdote conclui, cantando em voz clara:

SANCTUS, SANCTUS, SANCTUS. DOMINUS DEUS SABAOTH.
PLENI SUNT CÆLI ET TERRA GLORIA TUA. HOSANNA IN EXCELSIS.
BENEDICTUS QUI VENIT IN NOMINE DOMINI. HOSANNA IN EXCELSIS.

Segue-se ao Canon da Missa.

21. Oração Eucarística (I)

O sacerdote, de braços abertos, diz.

℣. Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, (une as mãos e traça o sinal da cruz sore o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo) que abençoeis + estas oferendas apresentadas ao vosso altar. Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Por mim, vosso indigno servo, a quem constituiu pastor de vossa igreja e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.

Ȼc. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas (une as mãos e reza em silêncio. De braços abertos, prossegue) e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

Ȼc. Em comunhão com toda a Igreja, veneramos a sempre Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; e também São José, esposo de Maria, os santos apóstolos e mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

℣. Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz.

Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão em suas mãos, (toma o pão, eleva os olhos e prossegue) elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la. Então prossegue.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, (toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue) deu graças novamente e o deu a seus discípulos.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo. Em seguida, diz.

℣. Eis o mistério da fé.

℞. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

O sacerdote, de braços abertos, diz.

℣. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.

℣. Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e os dons de Melquisedeque. (Une as mãos e inclina-se, dizendo) Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, (ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo) sejamos repletos de todas as graças e + bênçãos do céu. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Ȼc. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé. (Une as mãos e reza em silêncio. De braços abertos, prossegue) A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Ȼc. E a todos nós pecadores, que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por seus méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro; Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês e Cecília, Anastácia e todos os vossos santos.

O sacerdote toma a patena com a hóstia, passa o cálice à algum ministro e, elevando-a, diz.

Ȼc. Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.

℣. POR ELE, COM ELE, E NELE, A VÓS, DEUS PAI ONIPOTENTE, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, TODA HONRA E TODA GLÓRIA, POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS.

℞. AMÉM.

22. Pai Nosso

A celebração eucarística termina na participação comum no banquete pascal em que Cristo, imolado e ressuscitado, nos convida a alimentar-nos com o seu Corpo e com o seu Sangue derramado na Cruz. Mas para nos podermos alimentar na mesa eucarística é indispensável estar em harmonia com a Vontade do Pai e em verdadeira paz com os irmãos. Para isto tende a recitação comunitária do Pai Nosso, para a qual o sacerdote convida agora o fiéis.

PRÆCEPTIS SALUTARIBUS MONITI, ET DIVINA INSTITUTIONE FORMATI, AUDEMOS DICERE.

Todos cantam juntos a oração seguinte.

PATER NOSTER, QUI ES IN CÆLIS: 
SANCTIFICETUR NOMEN TUUM; 
ADVENIAT REGNUM TUUM; FIAT VOLUNTAS TUA, 
SICUT IN CÆLO, ET IN TERRA. 
PANEM NOSTRUM COTIDIANUM DA NOBIS HODIE; 
ET DIMITTE NOBIS DEBITA NOSTRA, 
SICUT ET NOS DIMITTIMUS DEBITORIBUS NOSTRIS; 
ET NE NOS INDUCAS IN TENTATIONEM; 
SED LIBERA NOS A MALO.

Não se diz Amém ainda. O que preside continua.

℣. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.

℞. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Ao fim dessa oração, o povo poderá concluir a oração Dominical com o Amém. O que preside acrescenta.

℣. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

℞. Amém.

O sacerdote abre os braços e os une em seguida, dizendo:

℣. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

℞. E com teu espírito.

De seguida, de acordo com a oportunidade, o sacerdote acrescenta.

Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

E todos, de acordo com os costumes do lugar, se saúdam em sinal de paz, comunhão e caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro. 

23. Canto do Cordeiro

AGNUS DEI, QUI TOLLIS PECCATA MUNDI: MISERERE NOBIS.
AGNUS DEI, QUI TOLLIS PECCATA MUNDI: MISERERE NOBIS.
AGNUS DEI, QUI TOLLIS PECCATA MUNDI: DONA NOBIS PACEM.

24. Rito da Comunhão

Em seguida, toma a hóstia, parte-a sobre a patena, e lança uma partícula no cálice dizendo em silêncio:

Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Enquanto durar a fracção do pão, estas invocações podem repetir-se, desde que a última termine com dai-nos a paz. O sacerdote diz em silêncio:

Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

O sacerdote genuflecta, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice e, voltado para o povo, diz em voz alta:

℣. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

℞. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e minh'alma será salva.

O sacerdote comunga reverentemente sob as duas espécies sacramentais, dizendo em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

Depois, toma a patena ou a píxide e aproxima-se das pessoas da assembleia que comungam.

O Corpo de Cristo.

Estas respondem:

Amém.

25. Canto da Comunhão

PANGE, LINGUA, GLORIOSI CORPORIS MYSTERIUM,
SANGUINISQUE PRETIOSI, QUEM IN MUNDI PRETIUM
FRUCTUS VENTRIS GENEROSI REX EFFUDIT GENTIUM.

NOBIS DATUS, NOBIS NATUS EX INTACTA VIRGINE,
ET IN MUNDO CONVERSATUS, SPARSO VERBI SEMINE,
SUI MORAS INCOLATUS MIRO CLAUSIT ORDINE.

IN SUPREMÆ NOCTE CŒNÆ RECUMBENS CUM FRATRIBUS
OBSERVATA LEGE PLENE CIBIS IN LEGALIBUS,
CIBUM TURBÆ DUODENÆ SE DAT SUIS MANIBUS.

VERBUM CARO, PANEM VERUM VERBO CARNEM EFFICIT:
FITQUE SANGUIS CHRISTI MERUM, ET SI SENSUS DEFICIT,
AD FIRMANDUM COR SINCERUM SOLA FIDES SUFFICIT.

TANTUM ERGO SACRAMENTUM VENEREMUR CERNUI:
ET ANTIQUUM DOCUMENTUM NOVO CEDAT RITUI:
PRÆSTET FIDES SUPPLEMENTUM SENSUUM DEFECTUI.

GENITORI, GENITOQUE LAUS ET JUBILATIO,
SALUS, HONOR, VIRTUS QUOQUE SIT ET BENEDICTIO:
PROCEDENTI AB UTROQUE COMPAR SIT LAUDATIO.

AMEN.

Durante a purificação da patena e do cálice, o sacerdote diz em silêncio:

Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

Se for oportuno, guarda-se algum tempo de silêncio sagrado, ou canta-se um cântico de louvor. Em seguida, de pé, na sede ou junto do altar, o sacerdote diz:

26. Antífona da Comunhão

Maria conservava todas essas coisas, meditando-as em seu coração.

E todos se levantam e, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio por uns momentos. Depois, o sacerdote recita a Oração depois da Comunhão. 

27. Oração Pós-Comunhão

O sacerdote convida o povo à oração:

Oremos.

Em seguida, o sacerdote recita a oração:

Deus nosso Pai, a comunhão do precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, dom do vosso amor, nos fortifique e torne fieis imitadores da Bem-Aventurada Virgem Maria, a nós que nos consagramos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo.

℞. Amém.

28. Alocuções

Se oportuno, alguns poucos apenas fazem alocuções de agradecimentos e avisos à assembleia presente.

29. Canto 

Neste momento, o sacerdote incensa a imagem de Nossa Senhora do Carmo enquanto o coro canta:

INVIOLATA, INTEGRA ET CASTA ES MARIA:
QUÆ ES EFFECTA FULGIDA CÆLI PORTA.
O MATER ALMA CHRISTI CARISSIMA:
SUSCIPE PIA LAUDUM PRÆCONIA.
TE NUNC FLAGITANT DEVOTA CORDA ET ORA:
NOSTRA UT PURA PECTORA SINT ET CORPORA.
TUA PER PRECATA DULCISONA:
NOBIS CONCEDAS VENIAM PER SÆCULA.
QUÆ SOLA INVIOLATA PERMANSISTI.
O BENIGNA! O REGINA! O MARIA!

30. Benção Final

O sacerdote voltado para o povo diz:

℣. O Senhor esteja convosco.
℞. E com teu espírito.
℣. Bendito seja o nome do Senhor.
℞. Agora e para sempre.
℣. A nossa proteção está no nome do Senhor.
℞. Que fez o céu e a terra.
℣. Abençoe-vos Deus onipotente, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
℞. Amém.

Então, um diácono, se houver, faz a despedida ao povo:

Em nome do Senhor, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

Ao que todos respondem:

Graças a Deus.

Os ministros se despedem do Altar e vão à sacristia.

31. Canto Final

OMNI DIE DIC MARIÆ MEA LAUDES ANIMA,
EIUS FESTA EIUS GESTA COLE SPLENDIDISSIMA.

PULCHRA TOTA SINE NOTA CUIUSCUMQUE MACULÆ,
FAC ME MUNDUM ET IUCUNDUM TE LAUDARE SEDULE.

UT SIM CASTUS ET MODESTUS DULCIS, BLANDUS SOBRIUS,
PIUS, RECTUS, CIRCUMSPECTUS SIMULTATIS NESCIUS.

ERUDITUS ET MUNITUS DIVINIS ELOQUIIS,
TIMORATUS ET ORNATUS SACRIS EXERCITIIS.

VIRGO SANCTA CERNE QUANTA PERFERAMUS IUGITER,
TENTAMENTA ET SUSTENTA NOS, UT STEMUS FORTITER.

ESTO TUTRIX ET ADIUTRIX CHRISTIANI POPULI,
PACEM PRÆSTA, NE MOLESTA NOS PERTURBENT SÆCULA.