RITUAL
Missa do Primeiro Domingo
da Quaresma
RITO DA MISSA
CELEBRADA COM O POVO
Reunida assembleia e estando o presidente devidamente paramentado, todos colocam-se de pé e inicia-se o cortejo ao presbitério, enquanto pode-se cantar algum hino ou outro cântico apropriado.
1. Canto Inicial
QUANDO MEU SERVO CHAMAR, HEI DE ATENDÊ-LO,
ESTAREI COM ELE NA TRIBULAÇÃO.
HEI DE LIVRÁ-LO E GLORIFICÁ-LO
E LHE DAREI LONGOS DIAS.
QUEM HABITA AO ABRIGO DO ALTÍSSIMO
E VIVE À SOMBRA DO SENHOR ONIPOTENTE,
DIZ AO SENHOR: "SOIS MEU REFÚGIO E PROTEÇÃO,
SOIS O MEU DEUS, NO QUAL CONFIO INTEIRAMENTE".
DO CAÇADOR E DO SEU LAÇO ELE TE LIVRA.
ELE TE SALVA DA PALAVRA QUE DESTRÓI.
COM SUAS ASAS HAVERÁ DE PROTEGER-TE,
COM SEU ESCUDO E SUAS ARMAS, DEFENDER-TE.
2. Antífona de Entrada
Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias.
3. Saudação
O presidente chegando ao presbitério faz reverência ao altar, beija-o e, se convier incensa-o, e vai para o lugar onde presidirá. Terminada o cântico ou hino, todos benzem-se juntamente com o presidente, que diz:
℣. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
℞. Amém.
O presidente, voltado em direção da assembleia de mãos estendidas, saúda os presentes usando a seguinte fórmula.
℣. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
℞. E com teu espírito.
4. Ato Penitencial
O presidente exorta os fiéis ao recolhimento, e convida-os ao arrependimento dizendo:
Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para participarmos dignamente dos sagrados mistérios.
Faz-se uma pausa de silêncio. Depois, o presidente e a assembleia prosseguem.
Confesso-me pecador a Deus onipotente, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao nosso bem-aventurado pai Elias, a todos os santos, e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por cogitações e exclamações, ações e omissões, (e, batendo no peito, prosseguem) por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. (Em seguida, continuam) E peço à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao nosso bem-aventurado pai Elias, a todos os santos, e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Depois, o sacerdote invoca o perdão de Deus.
℣. Deus onipotente e cheio de misericórdia, nos conceda a indulgência, a absolvição e a remissão de nossos pecados, tenha compaixão de nós e nos conduza à vida eterna.
℞. Amém.
Segue-se as invocações do Senhor, tende piedade de nós. Estas podem, se oportuno, serem cantadas.
℣. Senhor, tende piedade de nós.
℞. Senhor, tende piedade de nós.
℣. Cristo, tende piedade de nós.
℞. Cristo, tende piedade de nós.
℣. Senhor, tende piedade de nós.
℞. Senhor, tende piedade de nós.
5. Oração da Coleta
Terminado, de mãos estendidas, o presidente diz.
Oremos.
Todos se recolhem durante alguns momentos em oração silenciosa. Depois, o presidente de mãos estendidas recita a Oração da Coleta própria.
℣. Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, agora e por toda a eternidade.
Terminada, todos concluem dizendo.
℞. Amém.
6. Primeira Leitura
Um leitor dirige-se ao ambão para recitar a primeira Leitura.
Leitura do Livro do Gênesis.
Disse Deus a Noé e a seus filhos: "Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra". E Deus disse: "Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura".
O leitor conclui dizendo.
Palavra do Senhor.
O que o povo aclama dizendo.
℞. Graças a Deus.
7. Salmo Responsorial
Terminada a leitura, um cantor ou um leitor canta ou lê o Salmo; a assembleia participa com o estribilho.
VERDADE E AMOR, SÃO OS CAMINHOS DO SENHOR.
MOSTRAI-ME, Ó SENHOR, VOSSOS CAMINHOS,
E FAZEI-ME CONHECER A VOSSA ESTRADA!
VOSSA VERDADE ME ORIENTE E ME CONDUZA,
PORQUE SOIS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.
VERDADE E AMOR, SÃO OS CAMINHOS DO SENHOR.
RECORDAI, SENHOR MEU DEUS, VOSSA TERNURA
E A VOSSA COMPAIXÃO QUE SÃO ETERNAS!
DE MIM LEMBRAI-VOS, PORQUE SOIS MISERICÓRDIA,
E SOIS BONDADE SEM LIMITES, Ó SENHOR!
VERDADE E AMOR, SÃO OS CAMINHOS DO SENHOR.
O SENHOR É PIEDADE E RETIDÃO,
E RECONDUZ AO BOM CAMINHO OS PECADORES.
ELE DIRIGE OS HUMILDES NA JUSTIÇA,
E AOS POBRES ELE ENSINA O SEU CAMINHO.
VERDADE E AMOR, SÃO OS CAMINHOS DO SENHOR.
8. Segunda Leitura
Terminado o Salmo responsorial segue-se, quando houver, à segunda Leitura, à semelhança da anterior, um leitor dirige-se ao ambão para proclamar a segunda Leitura.
Leitura da Primeira Carta de São Pedro.
Caríssimos: Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.
O leitor conclui dizendo.
Palavra do Senhor.
O que o povo aclama dizendo.
℞. Graças a Deus.
9. Aclamação ao Evangelho
A proclamação do Evangelho constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra. Por isso, os fiéis põem-se de pé para aclamar Cristo que está para falar. Esta aclamação consiste no Aleluia ou outro cântico previsto pelas rubricas e adequado ao tempo litúrgico, seguido de um texto brevíssimo e depois de novo do Aleluia ou do outro cântico utilizado.
LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS!
O HOMEM NÃO VIVE SOMENTE DE PÃO,
MAS DE TODA A PALAVRA DA BOCA DE DEUS!
LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS!
Se o presidente fará a proclamação do Evangelho, se for usado, deita-se incenso ao turíbulo. Em seguida, ele dirige-se à frente do altar e inclinado diz com voz submissa o seguinte.
Deus onipotente, assim como purificastes com uma brasa os lábios do profeta Isaías, dignais-vos igualmente por vossa benigna misericórdia, purificar o meu coração e os meus lábios, para que possa dignamente anunciar o vosso santo Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O que terminada dirigir-se-á ao ambão e seguirá imediatamente com a proclamação do Evangelho.
Se outro ministro é quem fará a proclamação do Evangelho, observe-se a hierarquia, e em necessidade de pedir a bênção ao presidente, comparecerá diante dele e dirá em voz submissa audível: Dai-me a tua bênção. O presidente responderá com sua bênção em voz submissa igualmente audível.
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho. Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Aquele que pede a bênção responde: Amém. Feito isso, o presidente, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. Aquele que proclamará o Evangelho dirige-se ao ambão acompanhado do turiferário.
10. Evangelho
De seguida o que preside ou ministro preparado para ler o Evangelho, dirige-se para o ambão e diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde a esta com a fórmula costumeira.
℞. E com teu espírito.
Quem lê traça uma cruz sobre o livro, depois sobre si, dizendo:
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Também os fiéis fazem o sinal da Cruz na fronte, na boca e no peito, aclamando:
℞. Glória a vós, Senhor.
Incensa o livro, se oportuno. Depois prossegue com a proclamação do Evangelho:
Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: "O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!"
Depois de proclamado o Evangelho:
Palavra da Salvação.
O povo responde a esta com a mesma fórmula da proclamação.
℞. Louvor a vós, ó Cristo.
De seguida o sacerdote beija o livro e diz em voz baixa:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
11. Sermão
O presentes sentam-se para ouvir a Pregação, que é obrigatória em todos os Domingos e festas de preceito, igualmente recomendada quando possível.
12. Profissão de fé
Quando prescrito, canta-se ou recita-se o Creio. O presidente entoa o seguinte.
Creio em um só Deus.
E todos prosseguem cantando ou recitando.
Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho único de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por quem todas as coisas foram feitas. E que, por nós homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai. E de novo há de vir cheio de glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte da vida, que procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória. Foi ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Reconheço um só batismo para o perdão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
13. Canto do Ofertório
O povo senta-se e nesta altura tem início o Cântico do Ofertório, se for oportuno. O ajudante coloca os vasos sagrados e as espécies sacramentais sobre o altar. Os fiéis manifestam a sua oblação, porventura oferecendo o Pão e o Vinho para a celebração eucarística ou outras oferendas para culto e necessidades da Comunidade local.
PELA COMPAIXÃO TOCADOS, COMPAIXÃO DO DEUS VIVENTE,
SIM, A ELE APRESENTEMOS NOSSA VIDA EM SACRIFÍCIO.
A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR!
EIS O CULTO AGRADÁVEL, CONSONANTE COM A VIDA:
VIDA QUE SE FAZ VONTADE DO ETERNO PAI DE TODOS.
A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR!
FRENTE AO MUNDO NÃO QUEDEMOS EM VIVERMOS CONFORMADOS,
MAS SEJAMOS TRANSFORMADOS NO PENSAR E ENTENDIMENTO.
A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR!
14. Preparação dos Dons
O presidente, junto ao altar, toma a patena com a hóstia e sustentando-a um pouco elevada sobre o altar, diz em voz submissa se há canto, se não, em voz audível.
℣. Bendito sejais, Senhor, Deus onipotente e eterno. Recebei esta hóstia imaculada que por vossa bondade produzimos. Eu, vosso indigno servo, vos ofereço, ó meu Deus, vivo e verdadeiro, por nossos inúmeros pecados, ofensas e negligências, por todos os presentes, e por todos os fiéis vivos e defuntos, a fim de que a nós e a eles este sacrifício aproveite para a salvação na vida eterna e se torne para nós o Pão da vida.
℞. Bendito seja Deus para sempre.
O presidente, ou outro ministro qualificado, verte o vinho e um pouco de água no cálice, entretanto o presidente diz em voz submissa.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
Depois, o presidente toma o cálice e, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar diz em voz submissa.
℣. Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da vossa bondade. Nós vos oferecemos o cálice da salvação, suplicando a vossa clemência, para que ele suba com suave odor à presença de vossa divina Majestade, para nossa salvação e de todo o mundo.
℞. Bendito seja Deus para sempre.
Depois, o presidente, profundamente inclinado diante do altar, diz em voz submissa.
Com espírito de humildade e de coração contrito sejamos por vós recebidos, Senhor, e assim se faça hoje este nosso sacrifício em vossa presença, de modo que vos agrade, ó Senhor Deus.
O sacerdote, incensa o altar se oportuno, depois, em pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em voz submissa.
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
A seguir, voltado para a assembleia, estende e une as mãos e diz com voz conveniente.
℣. Orai, irmãos e irmãs, para que o meu sacrifício, que também é vosso, seja aceito por Deus Pai onipotente.
℞. Relembre o Senhor, de todos os seus sacrifícios, e aceite o nosso holocausto. Retribua a nós segundo teu coração e confirmai nosso propósito!
Depois, com as mão estendidas canta ou lê em voz audível a Oração das Oblatas, até agora e por toda a eternidade, inclusive.
15. Secreta
℣. Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém.
16. Prefácio Eucarístico
O presidente de mãos unidas alterna com os presentes.
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. E com teu espírito.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue.
℣. Corações ao alto.
℞. Já os temos no Senhor.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
O que preside, com as mãos afastadas, continua o prefácio.
Na verdade é digno e justo, razoável e salutar dar-vos graças em todo o tempo e lugar, Senhor, Pai santo, Deus onipotente e eterno, pela penitência da Quaresma corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa, por Cristo, Senhor nosso. Por ele, louvam os Anjos a vossa majestade, adoram as dominações, tremem as potestades do céu, as forças celestes e os bem-aventurados Serafins em comum alegria a celebram. A seus cânticos nós vos pedimos juntar nossas vozes para proclamar em humilde louvor.
17. Canto do Santo
No fim do Prefácio, juntamente com o povo, o sacerdote conclui, cantando em voz clara:
SANTO, SANTO, SANTO.
SENHOR DEUS DO UNIVERSO!
OS CÉUS E A TERRA ESTÃO REPLETOS DA VOSSA GLÓRIA.
HOSANA NAS ALTURAS!
BENDITO AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR.
HOSANA NAS ALTURAS!
18. Oração Eucarística (II)
O sacerdote, de braços abertos, diz.
℣. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade: (une as mãos e as estende sobre as oblatas, dizendo) santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, (traça o sinal da cruz sobre as oblatas ao mesmo tempo, dizendo) tornando-as para nós o Corpo e + o Sangue de Jesus, o Cristo, Senhor nosso.
Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Ele, estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, (toma a hóstia mantendo-a um pouco elevada sobre o altar, e prossegue) tomou o pão, deu graças, o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra à assembleia a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la. Então, descobrindo o cálice, diz.
Do mesmo modo, ao fim da ceia, (toma o cálice mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue) tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice à assembleia, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo. Em seguida, diz.
Se, por ventura, algum dos presentes ministros ou o presidente se vir necessitado de acrescer em algo seu discurso, ou o próprio ou outrem intencionar agradecer o acontecido ou presenças de merecido reconhecimento assim o podem fazer.
℣. Eis o mistério da fé.
℞. Nós anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição enquanto esperamos tua vinda!
O presidente, de mãos estendidas, diz:
℣. Portanto, celebrando a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos por que nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
I Ȼc. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja dispersa pelo mundo inteiro, para que cresça na caridade, em união com o nosso papa Tiago os nossos bispos e todo o clero.
II Ȼc. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
III Ȼc. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com Maria, a virgem, mãe de Deus, com os santos apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos (unindo as mãos conclui) por meio de Jesus, o Cristo, vosso Filho.
O presidente toma a patena com a hóstia, passa o cálice ao diácono, se houver, e, elevando-a, diz.
℣. Por meio dele, com ele, e nele, a vós, Deus Pai onipotente, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e por toda a eternidade.
℞. Amém.
℣. Por meio dele, com ele, e nele, a vós, Deus Pai onipotente, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e por toda a eternidade.
℞. Amém.
Segue-se com o Rito de Comunhão.
19. Oração do Pai Nosso
A celebração eucarística termina na participação comum no banquete pascal em que Cristo, imolado e ressuscitado, nos convida a alimentar-nos com o seu Corpo e com o seu Sangue derramado na Cruz. Mas para nos podermos alimentar na mesa eucarística é indispensável estar em harmonia com a Vontade do Pai e em verdadeira paz com os irmãos. Para isto tende a recitação comunitária do Pai Nosso, para a qual o sacerdote convida agora o fiéis.
Fieis à ordem do Salvador e instruídos por seu divino ensinamento ousamos dizer.
Todos cantam ou recitam juntos a oração seguinte.
℞. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal.
Não se diz Amém ainda. O que preside continua.
℣. Livrai-nos, Senhor, de todos os males, passados, presentes e futuros: e, pela intercessão da santa e gloriosa sempre Virgem Maria, mãe de Deus, dos bem-aventurados Pedro e Paulo e André, e de todos os santos, dignai-vos conceder-nos a paz em nossos dias, de modo que, auxiliados pela ação da vossa misericórdia, estejamos sempre livres do pecado e preservados de toda a perturbação, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Jesus Cristo salvador.
℞. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
Ao fim dessa oração, a assembleia poderá concluir a oração dominical com o Amém. O que preside acrescenta.
℣. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé de vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo agora e por toda a eternidade.
℞. Amém.
O presidente estende e junta as mãos dizendo.
℣. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℞. E com teu espírito.
20. Canto do Cordeiro
CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO.
TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO.
TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO.
DAI-NOS A PAZ.
21. Rito da Comunhão
Em seguida, toma a hóstia, parte-a sobre a patena, e lança uma partícula no cálice dizendo em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que ousamos receber em nossa indignidade, não seja para nós causa de juízo e condenação; mas por vossa piedade sirva de defesa às nossas almas e aos nossos corpos, de remédios aos nossos males, e como viés para a vida eterna.
Enquanto durar a fracção do pão, estas invocações podem repetir-se, desde que a última termine com dai-nos a paz. O sacerdote diz em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
O sacerdote genuflecta, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a patena e, voltado para a assembleia, diz em voz audível.
℣. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
℞. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e minha alma será salva.
22. Comunhão
Aqui pode-se cantar algum hino ou cântico apropriado. O presidente comunga reverentemente sob as duas espécies sacramentais, dizendo em voz submissa.
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Depois, toma a patena ou a píxide e aproxima-se das pessoas da assembleia que comungam e diz para cada uma.
O Corpo de Cristo.
Ao que estas respondem.
℞. Amém.
23. Canto da Comunhão
QUEM HABITA AO AMPARO DE DEUS, HÁ DE VIVER EM PAZ.
QUEM HABITA AO ABRIGO DO ALTÍSSIMO
E VIVE À SOMBRA DO SENHOR ONIPOTENTE,
DIZ AO SENHOR: "SOIS MEU REFÚGIO E PROTEÇÃO,
SOIS O MEU DEUS, NO QUAL CONFIO INTEIRAMENTE".
QUEM HABITA AO AMPARO DE DEUS, HÁ DE VIVER EM PAZ.
DO CAÇADOR E DO SEU LAÇO ELE TE LIVRA.
ELE TE SALVA DA PALAVRA QUE DESTRÓI.
COM SUAS ASAS HAVERÁ DE PROTEGER-TE,
COM SEU ESCUDO E SUAS ARMAS, DEFENDER-TE.
QUEM HABITA AO AMPARO DE DEUS, HÁ DE VIVER EM PAZ.
NÃO TEMERÁS TERROR ALGUM DURANTE A NOITE,
NEM A FLECHA DISPARADA EM PLENO DIA;
NEM A PESTE QUE CAMINHA PELO ESCURO,
NEM A DESGRAÇA QUE DEVASTA AO MEIO DIA.
Durante a purificação da patena e do cálice, o sacerdote diz em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.
Se for oportuno, guarda-se algum tempo de silêncio sagrado, ou canta-se um cântico de louvor. Em seguida, de pé, na sede ou junto do altar, o sacerdote diz:
24. Antífona da Comunhão
Não só de pão vive o homem, as de toda palavra que sai da boca de Deus.
E todos se levantam e, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio por uns momentos. Depois, o sacerdote recita a Oração depois da Comunhão.
25. Oração Pós-Comunhão
O sacerdote convida o povo à oração:
Oremos.
Em seguida, o sacerdote recita a oração:
Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor que vive e reina agora e por toda a eternidade.
℞. Amém.
26. Alocuções
Se, por ventura, algum dos presentes ministros ou o presidente se vir necessitado de acrescer em algo seu discurso, ou o próprio ou outrem intencionar agradecer o acontecido ou presenças de merecido reconhecimento assim o podem fazer.
27. Benção Final
O sacerdote voltado para o povo diz:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. E com teu espírito.
℣. Bendito seja o nome do Senhor.
℞. Agora e por todos os séculos.
℣. A nossa proteção está no nome do Senhor.
℞. Que fez o céu e a terra.
E voltando-se em direção da assembleia abençoa a todos os presentes.
℣. Abençoe-vos o Deus onipotente, Pai + e Filho + e Espírito Santo. +
℞. Amém.
Então, um diácono, se houver, faz a despedida ao povo, se não, o presidente mesmo o faz.
Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, ide em paz.
Ao que todos respondem.
℞. Graças a Deus.
Os ministros se despedem do Altar e fazem a devida reverência antes de sair à sacristia.
28. Canto Final
À VOSSA PROTEÇÃO RECORREMOS SANTA MÃE DE DEUS.
NÃO DESPREZEIS AS NOSSAS SÚPLICAS
EM NOSSAS NECESSIDADES,
MAS LIVRAI-NOS SEMPRE DE TODOS OS PERIGOS,
Ó VIRGEM GLORIOSA, GLORIOSA E BENDITA!
Ó VIRGEM GLORIOSA E BENDITA!